sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

500 milhas...

Então vamos lá ao meu primeiro relato de viagem, o destino: Indianápolis, e agora o leitor deve estar se perguntando, o que diabos ela foi fazer em Indianápolis? Tudo bem você se perguntar, pois até o cara que me entrevistou para o visto fez uma cara de"what the hell??". Eu explico.
Para quem não sabe, quando não estou sonhando com minhas viagens eu sou bombeira militar, e é na capital de Indiana que acontece anualmente a FDIC, umas das maiores feiras de bombeiro do mundo. E em março de 2011 eu, mais alguns companheiros de trabalho e a Ju (esposa de um deles) embarcamos rumo a América do Norte, o roteiro eram 3 dias em Indianapólis e 3 dias em New York (próximo post).
Eu estava mais do que empolgada, cheguei no Aeroporto Hercílio Luz, explodindo de felicidade, não conseguia conter o sorriso um só minuto, seguimos em direção a Guarulhos, fizemos uma conexão super rápida (a única até hoje), só foi o tempo de sair do avião que vinha de Floripa, passar pela polícia federal e correr até o portão de embarque. Depois de 10 horas de vôo, já tinha feito de tudo, assistido série, filme, dormido para que finalmente aterrisassemos no JFK em New York, para dali transladar ao La Guardia e seguir rumo a Indianapólis. Até aí foi tranquilo, chegamos no aeroporto, fizemos o check in e fomos para sala de embarque esperar pelo nosso vôo, que atrasou devido a neve na pista. A gente ficou pra lá e pra cá e nada, até que depois de umas 8 horas finalmente seguíamos rumo ao nosso destino.


Meldels, quando chegamos eu não acreditava, tudo era novo, eu estava de boca abrida (como diz o manezinho) fiquei maravilhada com a máquina da Best Buy, tipo aquelas de salgadinho, só que com eletrônicos, era tudo grande e super organizado. Retiramos os carros alugados e dirigimos até o hotel, e aí se foi o primeiro dia.
No outro dia na feira, mais uma vez meu queixo caiu, todos aqueles caminhões e equipamentos eram de fazer inveja a qualquer bombeiro brasileiro, tecnologia de ponta para todos os lados, passamos o dia inteiro nos maravilhando com tudo aquilo, foi uma experiência e tanto.


centro de exposição (eram 2 e esse era o menor)
Eu em cima da escada de uns 40m
Saindo de lá fomos para o famoso Walmart, um mercado que tem de tudo que você possa imaginar lá dentro, e eu comprei nada mais nada menos que, tcharam, uma máquina de costura, isso mesmo, uma máquina de costura, os meus colegas não acreditavam naquilo e ficavam dizendo: quero só ver como você vai botar esse troço na tua mala. Pois bem eu não quis saber comprei, era muito barato, coisa assim de 5x mais barato que no Brasil, não pude resistir.

Coisa mais linda e foi menos de U$200

O último dia aproveitamos para visitar o autódromo mundialmente conhecido, onde acontece as 500 milhas de Indianapólis, foi muito bacana, demos uma volta de ônibus pela pista, e por onde íamos passando tinha um áudio falando sobre o local (nem preciso dizer que não entendi quase nada né), lá também tem um museu com toda a história do autódromo, de carros bem antigos até os de hoje, várias fotos, troféus, e objetos antigos.


Até os guias eram parte do museu
Depois do autódromo veio o paraíso, mais conhecido como Outlet, posso descrever como INACREDITÁVEL, era muita loja, para pouco tempo e dinheiro, mas mesmo assim a gente caprichou, enchemos o carro de compras, e nesse ponto a máquina de costura já era um problema superado, pois eu agora tinha sacolas e sacolas para acomodar também, mas não só eu, todos nós estávamos em apuros para socar tudo aquilo dentro de nossas bagagens.

dispensa comentários...

Missão dada é missão cumprida, soquei tudo dentro da minha mala, mas não esperava pelo que estava por vir. Chegamos no aeroporto e a moça disse: You have to pay U$90, because your lugagge it is to heavy. Whatttttt??? Primeiro porque eu não tinha entendido direito o que ela tinha dito e depois porque noventa dólares para despachar a minha mala (era para ser 25)!! Mas a atendente foi um amor e me deu a sugestão de tirar o peso da minha mala e colocar numa mochila ou uma mala de mão, assim só precisaria pagar por 1 mala despachada. E assim eu fiz, na hora só queria saber de diminuir o peso da minha mala, peguei uma mochila emprestada com um amigo e comecei a colocar coisa dentro, nem via o que tava botando e aqui vai a minha primeira dica para vocês amiguinhos (a maioria já deve saber, mas a jegue aqui total esqueceu naquele momento). Em malas que você carrega na parte de cima do avião, não são aceitos mais de 100 ml de liquido e nenhum objeto pontiagudo. E adivinha só o que tinha na mochila??? Quando passamos pela segurança para embarcar, um apito começou a soar e eu entrei em pânico, nem me lembrava do que tinha lá dentro, só pensei no meu notebook recém comprado, pediram para eu abrir a mochila e começaram a tirar tudo de dentro, Jesus foi um apavoro, mas no final das contas só perdi a cobertura de chocolate hershey's de 1 litro, sim, eu tinha colocado 1 litro dentro da minha mala de mão. Confusão resolvida seguimos para o portão de embarque e em menos de 3 horas já estávamos em NY.
E essa foi um pouquinho da minha primeira experiência lá fora, espero que tenham gostado!!

Beijokas

Gabi